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Como o Cortisol quase me venceu

  • Foto do escritor: Rodolfo Bazetto
    Rodolfo Bazetto
  • 12 de mai.
  • 2 min de leitura

Recentemente, recebi um convite que me encheu de orgulho: participar da formação para Educador da World Rugby (a "FIFA" do Rugby). O curso forma quem vai treinar os novos preparadores físicos das equipes do Brasil. Unir o Rugby com a minha vocação de professor é um sonho!

Mas a conquista teve um preço pago após os quatro dias intensos, das 09h às 19h, sem pausa, com tarefas para o dia seguinte: uma semana inteira "quebrado". O treino não fluía, as aulas pesavam e a minha vontade de comer porcaria estava tão intensa que eu quase comi um bolo inteiro da Cris.

Tudo isso por conta de um velho conhecido nosso: o Cortisol.


O Vilão que nos mantém vivos

O cortisol é o hormônio do estresse. Ele é o cara que te mantém vivo no meio de um assalto ou de uma negociação tensa no qual o resultado pode custar alguns zero a menos na conta. É o sinal de "luta ou fuga".


Em um mundo perfeito, o cortisol tem um ritmo: de manhã ele dá um pico para você pular da cama com energia, e de noite ele cai drasticamente para você relaxar e dormir.

O problema é quando o estresse vira crônico (como um curso de quatro dias da World Rugby ou a sua sequência de plantão). O cortisol para de reagir e não consegue mais antecipar. Seu corpo entra em alerta máximo 24 horas por dia. Você não relaxa, não recupera e o pior: seu corpo começa a estocar gordura abdominal por precaução. Ele acha que você está em guerra e guarda energia para o pior.


A solução não está na Farmácia

Sinto informar, mas a ciência ainda não inventou uma pílula mágica que regule o cortisol enquanto você vive no caos. O melhor aliado do seu abdômen e da sua sanidade é o ritmo.

Se você quer domar esse leão, precisa de previsibilidade:

  • Sono Sagrado: Acordar e dormir no mesmo horário (sim, sábado e domingo também).

  • Comida com Relógio: Comer de maneira equilibrada em horários consistentes.

  • Movimento Diário: O corpo precisa saber que a "luta" tem hora para acabar.


O "Timing" é tudo

A boa notícia? Você pode usar o cortisol a seu favor se souber a hora de treinar, se liga na dica:

  • Treino matinal: Aproveita o pico natural do cortisol para mobilizar energia e auxiliar na queima de gordura. É o seu "despertador biológico" em alta voltagem.

  • Treino no final da tarde: É o momento da magia. Sua temperatura corporal sobe, a eficiência enzimática atinge o ápice e, como o cortisol está caindo, a Testosterona assume o comando. É o ambiente perfeito para força e hipertrofia.


Conclusão

Até quem ensina os professores precisa respeitar a biologia. Se você anda se sentindo "quebrado", com fome de leão por junk food e doces e o treino parece um fardo, pare de procurar suplementos caros.

Volte para o básico: recupere seu ritmo.

— Head Henrique Dantas

 
 
 

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