Acalmemo-nos
Houve um tempo, logo após a Revolução Industrial, o fim da escravidão e termos passado por duas Guerras Mundiais, em que a sociedade ocidental achou que tinha resolvido a vida. Foi criado a Regra dos Três 8:

8 horas para trabalhar e produzir;
8 horas para dormir;
8 horas para viver com a família, ter hobbies, consumir e cultivar uma vida interior.
Parecia o plano perfeito. Mas o ser humano é um bicho criativo para se autossabotar. Em menos de 50 anos, a gente pegou essa divisão bonitinha e jogou no lixo.
Hoje, não existe mais hora fixa para nada. O que existe é um volume de boletos, metas, viagens "instagramáveis" e dívidas que faria um rei de mil e quinhentos ter um colapso nervoso.
A gente corre atrás da foto perfeita, da casa perfeita e do cargo perfeito, enquanto a nossa biologia grita por socorro.
O resultado? Uma epidemia de gente que precisa de pílula para dormir, pílula para acordar, pílula para produzir e pílula para esquecer que tomou tantas pílulas.
Reflete comigo: será que nunca prejudiquei a atenção à família ou mesmo à minha saúde, em consequência de uma dedicação desordenada ao meu trabalho?
O Insight de Branch Rickey
No último e-mail, falamos sobre como o cortisol te transforma em um estoque ambulante de gordura abdominal. Para dar continuidade a esse drama hormonal, quero apresentar a vocês um senhor chamado Branch Rickey.
Para quem não sabe, Rickey foi o presidente e gerente geral do Brooklyn Dodgers. O cara revolucionou o beisebol. Ele tinha uma teoria que parece heresia no mundo corporativo de hoje: a verdadeira produtividade vem de esvaziar a mente de tensões desnecessárias.
Rickey defendia que as pessoas superprodutivas — as que realmente ganham o jogo — se recusam terminantemente a acelerar o ritmo interno só porque a pressão externa aumentou. Elas mantêm uma velocidade constante e um espírito relaxado. Enquanto o resto do escritório está tendo um infarto coletivo, o produtivo de verdade está com o batimento cardíaco de um monge.

A Proposta:
Com a visão de Branch Rickey em mente, eu te proponho um desafio que exige mais coragem do que fazer um PR de deadlift: REORDENE ESSA BAGUNÇA.
Coloque uma divisão de tempo no seu dia que não seja "trabalho até desmaiar";
Respeite as horas de sono (seu cérebro não é um HD infinito);
Faça uma refeição sem uma planilha aberta ou um celular vibrando do lado. Isso não é "multitasking", é má digestão. Não é TDAH, é simplesmente desordem!
Branch Rickey era fã do relaxamento muscular consciente nos dias de estresse pesado. O objetivo é lembrar ao seu corpo físico que ele não precisa carregar a rigidez do "estresse de planilha" nos ombros.
O Papel da Box (Além de apenas treinar!):
É aqui que a nossa rotina de treino entra. Vir treinar não é só "colocar a energia para fora" ou tentar bater o tempo do colega (ou o meu!!). Às vezes, o seu melhor treino é uma sessão de Recovery.
É colocar o relaxamento consciente em prática. É finalizar um dia caótico mostrando para o seu sistema nervoso que o expediente acabou. Seu corpo precisa entender que agora é hora de relaxar, de brincar com os filhos ou de tomar um vinho sem pensar no problema do escritório.
Trabalhar faz sentido quando você tem saúde e gente por perto para aproveitar o que o trabalho constrói. Caso contrário, você é só um hamster de terno.
Acalmemo-nos. O mundo não vai acabar se você relaxar os ombros por 30 minutos!
Conhece aquele empresário que parece estar sempre fugindo de um incêndio, mesmo quando está parado? Encaminhe este conteúdo para ele. Dê a ele a chance de conhecer Branch Rickey e de descobrir que a rigidez muscular não aumenta o faturamento. Vamos salvar esse sistema nervoso antes que ele entre em curto-circuito.




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